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Alexandra M. Araújo
Universidade Portucalense Porto
Portugal
Acácia Angeli dos Santos
Faculdade de Psicologia, Programa de Pós Graduação Stricto Sensu em Psicologia, Universidade São Francisco, Brasil
Brasil
Ana Paula Noronha
Faculdade de Psicologia, Programa de Pós Graduação Stricto Sensu em Psicologia, Universidade São Francisco, Brasil
Brasil
Cristian Zanon
Faculdade de Psicologia, Programa de Pós Graduação Stricto Sensu em Psicologia, Universidade São Francisco, Brasil
Brasil
Joaquim A. Ferreira
Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação, Universidade de Coimbra, Portugal
Portugal
Joana R. Casanova
Instituto de Educação, Universidade do Minho, Portugal
Leandro S. Almeida
Instituto de Educação, Universidade do Minho, PORTUGAL
Portugal
Vol. 3 Núm. 2 (2016), Artículos, Páginas 102-111
DOI: https://doi.org/10.17979/reipe.2016.3.2.1846
Recibido: oct 22, 2016 Aceptado: nov 18, 2016 Publicado: nov 18, 2016
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Resumen

A qualidade da adaptação e sucesso no Ensino Superior está relacionada com características prévias dos estudantes, sendo que a literatura sugere diferenças de género, de tipos de estudos e de background familiar nos resultados dos estudantes. Além de variáveis socioculturais nesta determinação, variáveis mais sociocognitivas como as expetativas de resultado e a autoeficácia parecem influenciar as experiências adaptativas dos estudantes. Este estudo caracteriza as dificuldades antecipadas de adaptação de um grupo de 931 estudantes de uma universidade pública portuguesa, que acedem ao primeiro ano do Ensino Superior, uma semana antes do início das suas aulas. A análise das dificuldades antecipadas, avaliadas em três domínios – adaptação académica, integração social e autonomia -, é feita em função da área do curso frequentado, do sexo e do agrupamento em estudantes de primeira geração (pais sem frequência do Ensino Superior) ou estudantes de famílias com formação superior. Os resultados sugerem o impacto destas variáveis, sobretudo em termos da antecipação de dificuldades de integração social e autonomia, apontando para maiores dificuldades antecipadas nas mulheres, estudantes de primeira geração e estudantes de cursos de ciências sociais e humanas. Discutem-se implicações para a investigação e intervenção e contexto de Ensino Superior.

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Referencias

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