Contenido principal del artículo

Giselle Elias Miranda
Universidade do Minho
Brasil
Ana Tomás de Almeida
Universidade do Minho
Portugal
https://orcid.org/0000-0003-0036-312X
Maria Ângela Mattar Yunes
Universidade Salgado de Oliveira
Brasil
https://orcid.org/0000-0002-4653-3895
Vol. 9 (2022), Número monográfico XVI CIG-PP, páginas 132-145
DOI: https://doi.org/10.17979/reipe.2022.9.0.8897
Enviado: ene 10, 2022 Aceptado: mar 19, 2022 Publicado: abr 29, 2022
Derechos de autoría Cómo citar

Resumen

A reunificação familiar é um processo complexo que se inicia com o acolhimento residencial da criança e/ou jovem na instituição e continua após o regresso a casa, podendo contribuir para consolidação e sucesso das medidas de proteção. O presente estudo teve como objetivo analisar as dinâmicas geradoras dos processos de resiliência em famílias após implementação do Programa “Caminhar em Família”  que visa a reunificação familiar por meio de promoção de competências parentais durante o acolhimento. Foi desenvolvido um estudo de caso qualitativo de caráter descritivo e retrospectivo. A amostra não probabilística foi composta por 4 famílias, sendo 5 progenitores e 6 crianças/jovens que saíram do acolhimento no ano de 2019  e estavam aptas à reunificação. A participação das famílias no programa permitiu confirmar o fortalecimento da resiliência no sistema relacional de pais e filhos graças à compreensão, capacitação e empoderamento suscitados nas diferentes etapas da medida de proteção. A associação conceitual de dois modelos teóricos da resiliência familiar das autoras  Froma Walsh e Lietz e Strenght  possibilitou identificar diferentes forças e recursos individuais e familiares na gestão da crise e respostas específicas às necessidades das famílias nos diferentes estádios do acolhimento e reunificação. Os resultados reforçam a importância de programas socioeducativos que privilegiam o fortalecimento das dimensões promotoras de aspectos saudáveis que compõe a resiliência em famílias.  Estes elementos devem ser os norteadores das intervenções para uma reunificação familiar segura e estável.

Detalles del artículo

Referencias

Axford, N., Elliott, D.S., & Little, M. (2012). Blueprints for Europe: Promoting evidence-based programmes in children’s services. Psychosocial Intervention, 21(2), 205-214. https://doi.org/10.5093/in2012a11

Balsells, M. À., Pastor, C., Amorós, P., Mateos, A., Ponce, C., & Navajas, A. (2014). Child Welfare and Successful Reunification through the Socio-Educative Process: Training Needs among Biological Families in Spain. Social Sciences, 3(4), 809–826. https://doi.org/10.3390/socsci3040809

Balsells, M. À., Pastor, C., Amorós, P., Fuentes-Peláez, N., Molina, M. C., Mateos, A., Vázquez, N. (2015). Caminar en familia: Programa de competencias parentales durante el acogimiento y la reunificación familiar. Madrid: Ministerio de Sanidad, Servicios Sociales e Igualdad.

Bardin, L. (2011). Análise de conteúdo. Edições 70.

Delgado, P., & Gersão, E. (2018). O acolhimento de crianças e jovens no novo quadro legal. Novos discursos, novas práticas? Análise Social, 226, (1),112-134.

Fixsen, D., Naoom, S., Blase, K., Friedman, R., Wallace, F. (2005). Implementation Research: A Synthesis of the Literature. Tamps, FL: University of South Florida, Louis de la Parte Florida Mental Health Institute, National Implementation Research Network.

Gottfredson, D. C., Cook, T. D., Gardner, F. E. M., Gorman-Smith, D., Howe, G. W., Sandler, I. N., & Zafft, K. M. (2015). Standards of Evidence for Efficacy, Effectiveness, and Scale-up Research in Prevention Science: Next Generation. Prevention Science, 16(7), 893-926. https://doi.org/10.1007/s11121-015-0555-x

Gibbs, G. (2007). Analyzing qualitative data. SAGE Publications Ltd.

Instituto da Segurança Social, I. P. (2020). CASA 2019 - Relatório de Caracterização Anual da Situação de Acolhimento das Crianças e Jovens. https://www.seg-social.pt/publicacoes?kw=CASA

Lietz, C. A., & Strength, M. (2011). Stories of Successful Reunification: A Narrative Study of Family Resilience in Child Welfare. Families in Society, 92(2), 203–210. https://doi.org/10.1606/1044-3894.4102

Marotti, J., Galhardo, A. P. M., Furuyama, R. J., Pigozzo, M. N., Campos, T. N., Laganá, D. C. (2008). Amostragem em pesquisa clínica: tamanho da amostra. Revista de Odontologia da Universidade Cidade de São Paulo, 20 (2), 186-194.

Minayo, M. C. S., Costa, A. P. (2018). Fundamentos Teóricos das Técnicas de Investigação Qualitativa. Revista Lusófona de Educação, 40, 139-153. https://revistas.ulusofona.pt/index.php/rleducacao/article/view/6439

Walsh, F. (1996). Family resilience: A concept and its application. Crisis and challenge. Family Process, 35, 1–14. https://doi.org/10.1111/j.1545-5300.1996.00261.x

Walsh, F. (1998) Strengthening family resilience. The Guilford Press.

Walsh, F. (2005). Fortalecendo a resiliência familiar. Editora Roca.

Walsh, F. (2016). Applying a Family Resilience Framework in Training, Practice, and Research: Mastering the Art of the possible. Family Process, 55, 616-632. https://doi.org/10.1111/famp.12260

Walsh, F. (2016a). Family resilience: a developmental systems framework [

Resiliência familiar: uma estrutura de sistemas de desenvolvimento]. European Journal of Developmental Psychology. 1-12. https://doi.org/10.1080/17405629.2016.1154035

Yunes, M. A. M. (2003). Psicologia positiva e resiliência: O foco no indivíduo e na família. Psicologia em Estudo, 8, 75-84. https://doi.org/10.1590/S1413-73722003000300010

Yunes, M. A. M. (2015). Dimensões conceituais da resiliência e suas interfaces com risco e proteção. In S. Murta, C. Leandro-França, K. Brito, & L. Polejack (Orgs), Prevenção e Promoção em Saúde Mental: Fundamentos, Planejamento e Estratégias de Intervenção (pp. 93-112). Synopisis.