Contenido principal del artículo

Sara Alexandre Felizardo
Instituto politécnico de Viseu - Escola Superior de Educação
Portugal
Biografía
Esperança Jales Ribeiro
Instituto Politécnico de Viseu - Escola Superior de Educação e CI&DETS
Biografía
Vol. Extr., núm. 11 (2015) - XIII CIG-PP, XIII Congreso Internacional G-P de Psicopedagogía. Área 11: NECESIDADES EDUCATIVAS ESPECIALES, páginas 091-093
DOI: https://doi.org/10.17979/reipe.2015.0.11.616
Enviado: may 21, 2015 Aceptado: ago 19, 2015 Publicado: dic 11, 2015
Derechos de autoría Cómo citar

Resumen

O presente estudo enquadra-se numa linha de investigação sobre a influência do suporte social em famílias de crianças com Necessidades Educativas Especiais, em particular a ligação entre o suporte social e indicadores importantes de saúde e bem-estar parental e familiar. O suporte social pode ser definido como uma transação interpessoal de ajuda e assistência emocional, psicológica, informativa, instrumental ou material, proporcionada pelos membros da rede social que influenciam de uma forma positiva o comportamento. As relações proporcionadas pela rede social de apoio operam nos vários níveis ecológicos e incluem as relações próximas e íntimas, amizade e laços familiares e contactos comunitários formais e informais. Atualmente, o suporte social é reconhecido como um construto complexo e multidimensional, que interage com outros fatores intrapessoais e interpessoais numa complexa interação que influencia o funcionamento do indivíduo. Foram definidos os seguintes objetivos: i) proceder a análises diferenciais entre os subgrupos de pais ou cuidadores de crianças com NEE (crianças com incapacidade intelectual; crianças com problemas motores e crianças com perturbações do espectro do autismo) nas variáveis suporte social e satisfação com a vida; ii) compreender as relações entre as variáveis de suporte social e satisfação com a vida. Trata-se de uma investigação com um plano não experimental e correlacional. A seleção dos sujeitos foi por conveniência e, para o efeito, constituímos uma amostra de 152 pais, com três subgrupos: 82 pais de crianças com incapacidade intelectual, 37 pais de crianças com problemas motores e 33 pais de crianças com autismo. Os dados foram recolhidos em agrupamentos de escolas e em instituições de apoio à deficiência localizadas numa cidade da região centro de Portugal. Os instrumentos de recolha foram a Escala de Satisfação com a Vida (Neto, Barros & Barros, 1990; Simões, 1992), que avalia a dimensão cognitiva do bem-estar; Questionário de Suporte Social – versão abreviada (Pinheiro & Ferreira, 2001) e um Questionário Parental (dados sociodemográficos e familiares). Os resultados revelam que existem correlações significativas e positivas entre o suporte social social e o bem-estar (na dimensão satisfação com a vida). As análises diferenciais revelam que existem diferenças estatisticamente significativas entre os subgrupos de pais de crianças no que diz respeito às dimensões suporte social e satisfação com a vida. Os progenitores das crianças com autismo revelam valores significativamente mais elevados no suporte social (disponibilidade do suporte e satisfação com o suporte) e na satisfação com a vida.

Detalles del artículo

Referencias

Almeida, L.S. & Freire, T. (2003). Metodologia de investigação em Psicologia e Educação. Braga: Psiquilíbrios.

Benson, P.R. & Karlof, K.L. (2009). Anger, stress proliferation, and depressed mood among parents of children with ASD: A longitudinal replication. Journal. Autism Dev. Disord., 39, 350-362.

Diener, E. (2009). Assessing subjetive well-being: Progress and opportunities. In E. Diener (Ed.), Assessing well-being.The collected works of Ed Diener. Social Indicators Research Series (pp. 25-65). London New York: Springer.

Dunst, C.J.; Trivette, C.M. & Deal, A.G. (1994). Supporting and strengthening families: Methods, strategies and practices. Cambridge, MA: Brookline Books.

Dunst, C.J.; Trivette, C.M. & Jodry, W. (1997). Influences of social support on children with disabilities and their families. In M.J. Guralnick (Ed.), The effectiveness of early intervention (pp. 499-522). Baltimore, Maryland: Paul H. Brooks.

Felizardo, S.M.A.S. (2013). Deficiência, família(s) e suporte social: contextos e trajetórias de desenvolvimento para a inclusão. Tese do Doutoramento não publicada. Universidade de Coimbra (Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação).

Gupta, A. & Singhal, N. (2004). Positive perceptions in parents of children with disabilities. Asia Pacific Disability Rehabilitation Journal, 15 (1), 22-35.

Heiman, T. (2002). Parents of children with disabilities: Resilience, coping and future expectations. Journal of Developmental and Physical Disabilities, 14 (2), 159-171.

Neto, F.; Barros, J. & Barros, A. (1990). Satisfação com a vida. In L. Almeida; R. Santiago; P. Silva; O. Caetano & J. Marques (Eds.), A ação educativa: análise psicossocial (pp.105-117). Leiria: ESEL/ APPORT.

Nunnaly, J.C. & Bernstein, I. (1994). Psychometric theory. NewYork: McGraw-Hill.

Pavot, W. & Diener, E. (2009). Review of the satisfaction with life scale. In E. Diener (Edit.), Assessing well-being. The collected works of Ed Diener. Social Indicators Research Series (pp. 101-117). London New York: Springer.

Pinheiro, M.R.M. (2003). Uma época especial. Suporte social e vivências académicas na transição e adaptação ao ensino superior. Dissertação de Doutoramento não publicada. Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação, Universidade de Coimbra.

Pinheiro, M.R.M. & Ferreira, J.A.G. (2002). O questionário de suporte social: Adaptação e validação do SSQ6. Psychologica, 30, 315-333.

Saranson, I.G.; Levine, H.; Basham, R. & Saranson, B. (1983). Assessing social support: The Social Support Questionnaire. Journal of Personality and Social Psychology, 44, 127-139.

Simões, A.; Ferreira, J.A.; Lima, M.P.; Pinheiro, M.R.M.M.; Vieira, C.M.C.; Matos, A.P.M. & Oliveira. (2000). O bem-estar subjetivo: Estado atual dos conhecimentos. Psicologia, Educação e Cultura, Vol. IV, 2, 243-279.

Sousa, L. & Ribeiro, C. (2005). Perceção das famílias multiproblemáticas pobres sobre as suas competências. Psicologia, Vol. XIX (1-2), 169-191.