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Helena Matias
Portugal
Bruna Rodrigues
Centro de Investigação em Psicologia, escola de Psicologia, Universidade do Minho
Portugal
https://orcid.org/0000-0002-4201-6719
Irene Cadime
Centro de Investigação em Psicologia, escola de Psicologia, Universidade do Minho
Portugal
https://orcid.org/0000-0001-8285-4824
Iolanda Ribeiro
Centro de Investigação em Psicologia, escola de Psicologia, Universidade do Minho
Portugal
https://orcid.org/0000-0003-1209-0763
Vol. 9 (2022), Número monográfico XVI CIG-PP, páginas 233-244
DOI: https://doi.org/10.17979/reipe.2022.9.0.8902
Enviado: ene 10, 2022 Aceptado: feb 24, 2022 Publicado: abr 29, 2022
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Resumen

Vários estudos têm sugerido que os conceitos acerca do impresso, os conhecimentos acerca da escrita, o reconhecimento de letras e a consciência fonológica são preditores da aprendizagem inicial da leitura. No entanto, são mais escassos os estudos que visam determinar em que medida estas variáveis permitem identificar com precisão os alunos em risco na aprendizagem inicial da leitura, sendo esta a questão visada neste estudo. A amostra foi constituída por 60 alunos do 1º ano de escolaridade, com idades compreendidas entre os 6 e os 8 anos. Os alunos foram avaliados no início do 1.º ano com provas que avaliavam os conceitos acerca do impresso, os conhecimentos acerca da escrita, o reconhecimento de letras e a consciência fonológica. No final do ano foi-lhes administrada uma prova de leitura de palavras. Os resultados da análise de regressão logística indicaram que as variáveis em estudo não predizem o risco de dificuldades na leitura no final do 1.º ano de escolaridade. Todavia, a análise de curvas ROC sugeriu uma precisão razoável na identificação de alunos em risco na aprendizagem da leitura, tendo por base o desempenho em consciência fonológica.

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Referencias

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