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Sara Alexandre Felizardo
Instituto politécnico de Viseu - Escola Superior de Educação
Portugal
Biografía
Ana Isabel Silva
Serviços Sociais da Câmara Municipal de Castelo de Paiva
Portugal
Biografía
Ana Paula Cardoso
Vol. Extr., núm. 11 (2015) - XIII CIG-PP, XIII Congreso Internacional G-P de Psicopedagogía. Área 11: NECESIDADES EDUCATIVAS ESPECIALES, páginas 094-097
DOI: https://doi.org/10.17979/reipe.2015.0.11.622
Enviado: may 21, 2015 Aceptado: ago 19, 2015 Publicado: dic 11, 2015
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Resumen

As Perturbações do Espectro do Autismo (PEA) são disfunções graves e precoces do desenvolvimento que persistem ao longo da vida. O Diagnostic and Statistical Manual of Mental Disorders, 5th Edition – DMS5 (APA, 2013) situa as PEA como perturbações do neurodesenvolvimento, que contemplam um conjunto de limitações em várias dimensões do desenvolvimento, a nível cognitivo, comportamental e social, sendo que exigem práticas diferenciadas por parte de pais e professores. Neste contexto, as questões relativas à aprendizagem, desenvolvimento e sucesso escolar da criança constituem motivos nucleares para o estabelecimento de parcerias e colaboração entre família e escola. O presente estudo incide sobre a temática da articulação educativa entre professores e pais de crianças com PEA. Tem como objetivo conhecer as perceções dos professores e pais de crianças com autismo sobre aspetos desenvolvimentais e práticas educativas, perspetivando a articulação entre estes agentes educativos. Relativamente à metodologia, realizou-se uma investigação de caráter qualitativo, exploratória e descritiva. Para a recolha de dados, realizaram-se entrevistas semiestruturadas a 4 pais e a 6 professores/educadores. Para o efeito foram elaborados dois guiões de entrevista, um para professores e outro para os pais; as questões foram organizadas de forma semelhante e contemplavam temáticas sobre aspetos desenvolvimentais da criança, dados sobre as necessidades e recursos das famílias e práticas educativas (dados sociodemográficos; conhecimento sobre as necessidades e apoios dos pais; dados educativos/ áreas e estratégias de intervenção; formas de articulação com os pais nas dimensões: comunicação e interação social, comportamento, motricidade, autonomia e atividades da vida diária, aprendizagens escolares, competências cognitivas; obstáculos à articulação educativa). Para o tratamento dos dados procedeu-se à análise de conteúdo dos discursos, seguindo procedimentos analíticos de codificação. Os resultados revelam que há necessidade de otimizar a rede informal dos pais e melhorar a formação parental, particularmente no que diz respeito à utilização de estratégias adequadas à modificação do comportamento (programas e técnicas de reforço) e nos sistemas alternativos de comunicação. Constatou-se também que a área de maior articulação é a do comportamento e a de menor articulação é a da comunicação, sendo que esta última a área de maior preocupação, bem como a das aprendizagens escolares. No que diz respeito às estratégias usadas, estas recaem sobre a mediação dos companheiros, análise de tarefas, modelagem, reforço/ punição, imagem e expressão plástica (pintura e desenho).

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Referencias

- American Psychiatric Association – APA (2013). Diagnostic and Statistical Manual of Mental Disorders, 5th Edition – DSM5. Arlington: American Psychiatric Publishing.

- Felizardo, S.A. (2013). Deficiência, família(s) e suporte social: trajetórias de desenvolvimento para a inclusão. Tese de doutoramento não publicada. Universidade de Coimbra: Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação.

- Ministério da Educação (2008). Unidades de ensino estruturado para alunos com perturbações do espectro do autismo – Normas Orientadoras. Lisboa: ME/ DGIDC.

- Ministério da Educação (2008). Decreto-Lei nº 3/ 2008, de 7 de janeiro. Lisboa: ME.

- McWilliam, R.A. (2012). Trabalhar com as famílias de crianças com Necessidades Especiais. Porto: Porto Editora.

- Ozonoff, S., & Rogers, S.J. (2003). De Kanner ao milénio. In S. Ozonoff, S.J. Rogers & R.L. Hendren (Org.). Perturbações do Espectro do Autismo. Perspectivas da investigação actual. Lisboa: Climepsi Ed.

- Simeonsson, R., & Bailey, D. (1990). Family dimensions in early intervention. In S.J. Meisels, & J.P. (Eds.) Handbook of early childhood intervention (pp. 428-444). Cambridge University Press.

- World Health Organization (WHO, 2011). World Report on Disability. Geneva, Switzerland: WHO.