Fatores psicossociais associados a ideação suicida em adolescentes do Brasil
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Resumo
A ideação suicida entre adolescentes pode ser um preditor para tentativas e óbitos por suicídio, configurando-se como um problema de saúde pública global. Este estudo testou um modelo preditivo para a ideação suicida, considerando fatores de risco (discriminação cotidiana e vitimização por violência intrafamiliar), fatores de proteção (percepção de apoio social e sentimento de pertencimento à comunidade) e a variável demográfica sexo. Participaram 659 adolescentes, de ambos os sexos, idade entre 10 e 18 anos, do 6º ao 9º ano em escolas públicas do Estado do Rio de Janeiro (Brasil). Foram utilizados os seguintes instrumentos: Inquérito Mundial sobre Saúde Escolar, Questionário da Juventude Brasileira, Escala de Discriminação Cotidiana, Escala de Percepção de Apoio Social, Índice de Sentido de Comunidade e questionário sociodemográfico. Os dados foram analisados por meio de correlações e análise de regressão logística binária. Os resultados indicaram que o sexo masculino apresentou 46% menos chances de ideação suicida em comparação ao sexo feminino. Cada ponto adicional de exposição à violência intrafamiliar e à discriminação cotidiana aumentou em 15.5% e 4.4%, respectivamente, as chances de ideação suicida. Por outro lado, um ponto a mais em vinculação positiva e apoio social familiar reduziu essas chances em 7% e 7.5%, respectivamente. O desempenho do modelo, embora adequado em termos globais, apresentou baixa sensibilidade, limitando sua capacidade de identificar estudantes com ideação suicida. Conclui-se que intervenções devem focar em estratégias intersetoriais de prevenção, que incluam o enfrentamento da violência, da discriminação e a promoção de vínculos sociais positivos.
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