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  • Isabel Cláudia Nogueira
Isabel Cláudia Nogueira
Vol. Extr., núm. 06 (2015) - XIII CIG-PP, XIII Congreso Internacional G-P de Psicopedagogía. Área 6: FORMACIÓN DE PROFESORES Y AGENTES EDUCATIVOS, páginas 209-213
DOI: https://doi.org/10.17979/reipe.2015.0.06.582
Enviado: may 20, 2015 Aceptado: ago 13, 2015 Publicado: nov 10, 2015
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Resumen

Independentemente da(s) intencionalidade(s) pedagógica(s) que lhe subjaz(em), qualquer  situação de ensino e aprendizagem desenvolvida numa aula de Matemática deverá ser devidamente planificada pelo professor que a porá em prática, devendo este procurar organizá-la articulando contexto de ação, objetivos de aprendizagem, conteúdos matemáticos a serem estudados, estratégias pedagógico-didáticas a desenvolver, materiais e recursos necessários e estratégias avaliativas; à posteriori, e visando simultaneamente a melhoria da qualidade educativa e o desenvolvimento profissional do professor, qualquer processo de estudo implementado deverá ser alvo de reflexão cuidada e criteriosa em todas as suas dimensões. A este respeito, entendemos que a identificação e descrição de práticas escolares desenvolvidas na aprendizagem e no ensino da Matemática constituem dois aspetos essenciais em análise didática, entendendo-a como um conjunto estruturado de instrumentos que possibilitam a exploração e o aprofundamento de múltiplos significados dos contextos, dos conteúdos e das práticas realizadas em sala de aula; nesse sentido, a descrição precisa quer dos tipos de conhecimento matemático implementados num processo de estudo quer das suas formas de exploração e, consequentemente, do seu efeito na construção desse conhecimento por parte dos alunos, constitui uma ferramenta poderosa, nomeadamente na identificação clara do tipo de competências que são (ou não) promovidas no ensino/aprendizagem da Matemática. Importa pois, para essa finalidade, dispormos de mecanismos de análise dos processos de instrução que nos permitam avaliar, entre outros aspetos e de forma objetiva, que solicitações de natureza cognitiva são requeridas aos alunos nas aulas de Matemática: tais solicitações dependerão, naturalmente, da natureza dos objetos matemáticos envolvidos, do tipo de propostas planificadas e operacionalizadas pelo professor nesse momento ou para esse conteúdo escolar, e das funções desempenhadas pelos alunos aquando da concretização do trabalho proposto pelo professor. Com este contributo, pretendemos partilhar o resultado da aplicação de uma ferramenta disponibilizada pelo modelo de análise ontossemiótica para descrição e análise de processos de instrução matemática: a técnica de análise semiótica. A partir de um segmento instrucional desenvolvido numa aula de Matemática do 1º Ciclo do Ensino Básico, apresentaremos um exemplo das possibilidades oferecidas por este modelo à análise e compreensão de processos instrucionais e, consequentemente, à melhoria tanto de processos de ensino dos professores como das aprendizagens dos alunos.

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