A descontinuidade e o esvaziamento da dimensão educativa das ações em educação ambiental realizadas na escola

André Santachiara Fossaluza, Pâmela Buzanello Figueiredo, Jorge Sobral da Silva Maia

Resumo


A intervenção humana no ambiente, sob o modo capitalista de produção, é permeada por disputas pela apropriação do patrimônio ambiental entre grupos humanos com diferentes interesses. Nesse modelo, impactos ambientais são também sociais, políticos, éticos e econômicos - fortalecendo a tese de que ele deve ser superado. Assim, a Educação Ambiental (EA) crítica é um elemento-chave por enfrentar as injustiças socioambientais, sendo a escola fundamental ao permitir a apropriação das objetivações humanas e a realização de ações educacionais contínuas, características que permitem processos educativos de qualidade. Nesse sentido, objetivamos discutir a descontinuidade e o esvaziamento da dimensão educativa da EA escolar. Com dados de estudos do Grupo de Pesquisa em Educação Ambiental (GPEA) da UNESP/Bauru/SP/Brasil, observamos que a EA escolar tende a ser pontual, com projetos, campanhas, palestras, seminários e oficinas, ou seja, acontece de forma descontínua e esvaziada da dimensão educativa. Nesse cenário, consideramos que a EA deve se constituir como tema nuclear no currículo, superar o conservadorismo, ter fundamentação teórica crítica e primar pela dimensão educativa. O avanço proposto pode gerar os elementos para elucidar a luta pela apropriação ambiental e a dicotomia nas relações sociedade/natureza, rumo a sua superação e à emancipação humana..

Palabras clave


Educação; Ambiente; Crítica; Escola; ONGs.

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Citas


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DOI: https://doi.org/10.17979/ams.2015.2.20.1633

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