“Água e vento são meio sustento”: aspectos teórico-conceituais a serem considerados na pesquisa em Educação Ambiental e mudanças climaticas

Giselli Dalla Nora, Michèle Sato

Resumo


O impacto causado pela ação humana no ambiente natural já é incalculável, o número de espécies ameaçadas de extinção mostra perda significativa da biodiversidade. As alterações na superfície terrestre impactam diretamente os ecossistemas mostrando que sem controle de uso e ocupação do solo, os riscos de perdas maiores são certezas. Neste contexto, o objetivo deste artigo é sistematizar alguns dos conceitos, termos e discussões em torno do enfretamento de mudanças climáticas globais, justiça ambiental e educação ambiental. Configurou-se em um levantamento bibliográfico documental e conceitual, compreendendo as mudanças climáticas no Brasil bem como o aprofundamento teórico sobre a fenomenologia. Outra importante atividade são as entrevistas com os grupos sociais da comunidade de São Pedro de Joselândia e também da comunidade Quilombola de Mata Cavalo. Estes apresentam uma percepção aguçada sobre as alterações climáticas sentidas no seu cotidiano como o aumento da temperatura, mudanças no regime das chuvas e disponibilidade hídrica. Assim, o debate do que são mudanças climáticas, o que as provoca, além de táticas de enfrentamento, adaptação e mitigação de mudanças climáticas são importantes atividades da educação Ambiental. Uma das táticas trabalhadas pelo Grupo Pesquisador em Educação Ambiental, Comunicação e Arte são os Projetos Ambientais escolares Comunitários – PAECs.

Palabras clave


Educação Ambiental; Mudanças Climáticas; Mitigação; adaptação

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DOI: https://doi.org/10.17979/ams.2015.2.20.1602

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