A Educação Ambiental no Controle da Bioinvasão Marinha por Coral-sol (Tubastraea spp., Anthozoa, Dendrophylliidae) em Angra dos Reis (Rio de Janeiro, Brasil)

Ma. Camila Pinto Meireles, Douglas de Souza Pimentel, Joel Christopher Creed

Resumo


O presente estudo apresenta o papel da Educação Ambiental (EA) do Projeto Coral-Sol para o controle de duas espécies exóticas invasoras de cnidários, conhecidos como coral-sol (Tubastraea tagusensis e Tubastraea coccinea), em Angra dos Reis (Rio de Janeiro, Brasil). O objetivo foi identificar as formas de participação dos moradores de Ilha Grande (Angra dos Reis), local mais afetado por coral-sol no Brasil, no controle do invasor e avaliar as estratégias de EA para a formação de agentes multiplicadores sobre a temática de bioinvasão marinha. O estudo foi desenvolvido através de Pesquisa Qualitativa, com moradores de 12 povoados da Ilha Grande e com educadores. De set/ 2010 a mar/2013 foram realizados contatos com 724 moradores, 127 entrevistas gravadas e nove reuniões comunitárias. Ao todo foram identificadas 10 formas de participação potencial dos moradores. De jul/2011 a nov/2012 foram realizados 15 cursos de qualificação para 103 educadores. Os cursos possibilitaram ampliar o conhecimento dos educadores e gerar propostas de atividades para sala de aula sobre a temática apresentada. Assim, a EA permitiu o empoderamento dos atores sociais envolvidos, incentivando a participação nas tomadas de decisão e contribuindo para a conservação dos ambientes marinhos e melhoria da qualidade de vida local.

Palabras clave


Educação Ambiental; Espécie Exótica Invasora; Bioinvasão Marinha; Tubastraea spp.; Brasil.

Texto completo:

PDF

Citas


BARDIN, L. (1977). Análise de Conteúdo. Lisboa: Edições 70. 229p.

BARRETT, C.; BRANDON, K.; GIBSON, C.; HEIDI, G. (2001) Conserving Tropical Biodiversity amid Weak Institutions. BioScience, v. 51, n. 6, p. 497-502, jun.

CADEI, M.; PEREIRA, J.B.M; MOURA, N.C. (2009). Educação Ambiental. In: O Ambiente da Ilha Grande. Orgs. Marcos Bastos e Cátia Henriques Callado. Rio de Janeiro : Universidade do Estado do Rio de Janeiro, Centro de Estudos Ambientais e Desenvolvimento Sustentável. 562 p. il.

CAIRNS, S.D. (2000). A revision of the ahermatypic Scleractinia of the Westearn Atlantic. Stud. Nat. Hist. Caribb. V. 75, p. 1-240.

CONABIO. (2009). Estratégia Nacional sobre Espécies Exóticas Invasoras. In: Anexo 1 Resolução CONABIO no 5 de 21 de outubro de 2009: Brasília, DF: Ministério do Meio Ambiente. p. 27.

CREED, J.C. (2006). Two invasive alien azooxanthellate corals, Tubastraea coccinea and Tubastraea tagusensis, dominate the native zooxanthellate Mussismilia hispida in Brazil. Coral Reefs 25: 350. 2006.

DE PAULA, A.F.; CREED J.C. (2004). Two species of the coral Tubastraea (Cnidaria, Scleractinia) in Brazil: a case of accidental introduction. Bull Mar Sci 74: 175-183.

DE PAULA, A.F.; CREED J.C. (2005). Spatial distribution and abundance of nonindigenous coral genus Tubastraea (Cnidaria, Scleractinia) around Ilha Grande, Brazil. Braz Jour Biol 65: 661-673.

DIAS, G.F. (1998). Educação Ambiental: Princípios e Práticas. 5ª ed. São Paulo: Ed. Gaia, 404p.

FENNER, D. (2001). Biogeography of three Caribbean corals (Scleractinia) and a rapid range expansion of Tubastraea coccinea into the Golf of Mexico. Bull. Mar. Biol. Ecol., V. 69, p.1175-1189.

GUIMARÃES, M. (2004). Educação ambiental crítica. In: LAYARGUES, Philippe Pomier (org). Identidades da educação ambiental brasileira. Brasília, MMA. Diretoria de Educação Ambiental, 156 p. Disponível em: Acesso em agosto de 2013.

IAP– INSTITUTO AMBIENTAL DO PARANÁ (2008). Programa Estadual para Espécies Exóticas Invasoras do Estado do Paraná. 54 pp.

INEA – Instituto Estadual do Ambiente. (2011). O Plano de Manejo do Parque Estadual da Ilha Grande. Instituto Estadual do Ambiente, Rio de Janeiro, Brasil, 585p.

MARTINS, C.; OLIVEIRA, H.T. (2015). Biodiversidade no contexto escolar: concepções e práticas em uma perspectiva de educação ambiental crítica. Revbea, V.10, N°1: 127-145.

MANTELATTO, M.C; CREED, J.C. (2014). Non-indigenous sum corals invade mussel beds in Brazil. Marine Biodiversity. DOI 10.1007/s12526-014-0282-8.

MAGRO, T.C.; FREIXEDAS, V.M. (1998). Trilhas: como facilitar a seleção de pontos interpretativos. Circular Técnica (IPEF). Piracicaba, SP, n. 186, p. 1-9. Disponível em: http://www.infotrilhas.com/Downloads/trilha.pdf. Acesso em: novembro de 2012.

MANTELATTO, M.C.; CREED, J,C. (2014). Non-indigenous sun corals invade mussel beds in Brazil. Marine Biodiversity n. online first, p. 1-2. doi: 10.1007/s12526-014-0282-8.

MEIRELES, C.P. et al. (2013). Implantação da Primeira Trilha Interpretativa Terrestre e Subaquática em Área de Proteção Ambiental na Ilha Grande (Angra dos Reis, RJ). Anais Congresso Nacional de Planejamento e Manejo de Trilhas. Rio de Janeiro.

MOURA, C.J.R. (2011). Estrutura populacional e avaliação de métodos de controle da espécie exótica invasora Artocarpus heterophyllus Lamk. (Moraceae) no Parque Estadual da Ilha Grande, Angra dos Reis, RJ. 76 pp. Mestrado.

PILLETI, C. (1991). Didática Geral. São Paulo: Ática, 264 p.

RIBAS, l.A., BARROS, A.A.M.; VABO, G.A.M. (2010). Atividades Antrópicas na Ilha Grande (Angra dos Reis, RJ, Brasil) Acompanhadas pela Introdução de Plantas Exóticas Invasoras. Anais do Simpósio Internacional de História Ambiental e Migrações. Florianópolis, SC. Anais.

THIOLLENT, M. (2004). Metodologia da Pesquisa-Ação. 13 ed. São Paulo, Cortez. 2004. 132 p.

TRIVIÑOS, A. N. S. (2011). Introdução à Pesquisa em Ciências Sociais: a Pesquisa Qualitativa em Educação. São Paulo: Ed. Atlas. 2011. 176p.

VASCONCELLOS, J.M.O. (2006). Educação e interpretação ambiental em Unidades de Conservação. Fundação O Boticário de Proteção à Natureza. Cadernos de Conservação, ano 03, n. 4, p.11-86.




DOI: https://doi.org/10.17979/ams.2015.2.20.1612

##plugins.generic.referral.referrals##

  • ##plugins.generic.referral.all.empty##