Contenido principal del artículo

Deolinda Gonçalves de Freitas
Galabra – UMinho
Portugal
Carlos Pazos-Justo
Galabra – UMinho. Centro de Estudos Humanísticos
Portugal
https://orcid.org/0000-0001-6172-3059
Roberto Samartim
Universidade da Corunha. Grupo de Estudos Territoriais. Rede Galabra
España
http://orcid.org/0000-0001-8704-2235
Vol. 15 Núm. 1 (2021), Monográfico, páginas 59-77
DOI: https://doi.org/10.17979/rotur.2021.15.1.7029
Enviado: oct 9, 2020 Aceptado: dic 10, 2020 Publicado: feb 1, 2021
Derechos de autoría Cómo citar

Resumen

Este trabajo analiza los impactos en el comercio local de Chaves del Camino Portugués Interior a Santiago (CPIS). Con base en un cuestionario elaborado ad hoc y pasado a un conjunto representativo de comerciantes del sector de la hostelería y la restauración con sede en los barrios urbanos de esta ciudad portuguesa atravesadas por el CPIS, han sido estudiados los ámbitos, frecuencias y lenguas de interacción entre personas peregrinas y comerciantes locales; la oferta y la demanda de servicios; la percepción de las políticas de promoción, acogida y uso promovidas desde las instituciones públicas portuguesas; y la posición atribuida por esta población al Camino en la identidad de la ciudad.
Los datos apuntan para la unanimidad en el entendimiento de los beneficios del Camino para el comercio local, al mismo tiempo que se constata el desfase entre el impacto real en la economía de Chaves del paso de personas peregrinas y aquel percibido por los agentes vinculados al sector comercial de la ciudad. Del mismo modo, se constata una escasa interacción entre comerciantes y personas peregrinas (vehiculada esta normalmente en portugués) traduciéndose esto en un impacto casi nulo en la cotidianeidad del comercio local, lo que excluye la hipótesis de la gentrificación comercial para la tipología de negocio analizado. Por último, se demuestra también la irrelevancia del CPIS en la identidad de la comunidad local, en contraste con el peso asignado al legado romano, a pesar de el Camino portugués a Santiago ser un asunto presente en el debate relativo a la construcción de políticas públicas municipales.

Detalles del artículo

Referencias

Alves, Sandra Maria Pereira Paiva (2012). A Antevisão do Peregrino na Iconografia de São Tiago no Caminho Português de Santiago entre Viseu e Chaves. Subsídios para a criação de uma rota turística – Volume I. (Tese de Mestrado). Universidade Católica Portuguesa. Recuperado de: http://hdl.handle.net/10400.14/15849

Alves, Sónia (2017). Requalificação e gentifricão no centro histórico do Porto. Scripta Nova. Revista Electrónica de Geografía y Ciencias Sociales, XXI/557.

Rodríguez-Barcón, Alberto (2020). El papel de la clase creativa en la gentrificación comercial del centro histórico de A Coruña. Finisterra, LV (113): 89-116. doi: https://doi.org/10.18055/Finis19046

Andrade, Mª. J, Leira, G., Caramés, R. (2010): “El turismo como factor estratégico de desarrollo rural: el Camino de Santiago Francés”, Rotur-Revista de Ocio y Turismo, 3: 49-82.

Antunes, Ângela Isabel Lopes, (2016). Caminhar na era tecnológica em direção a Santiago de Compostela: Estudo do uso de uma APP por parte dos peregrinos. (Tese de Mestrado). Instituto Superior Politécnico de Viseu. Recuperado de: http://hdl.handle.net/10400.19/3322

Bastos, Sérgio Amaro Ferreira de Castro (2012). Guião interpretativo da geologia do Caminho de Santiago (Caminho Central Português: Porto - Santiago de Compostela). (Tese de Mestrado). Universidade do Minho. Recuperado de: http://hdl.handle.net/1822/22777

Beirante, Tatiana Filipa Mata (2017). O ensino-aprendizagem do espanhol/castelhano nas escolas públicas portuguesas: razões da sua escolha por parte dos alunos. (Tese de Mestrado). Universidade Nova de Lisboa. Recuperado de: http://hdl.handle.net/10362/22396

Campos, Jenny, Batista, Maria Manuel e Latif, Larissa (2014). Chaves (2007-2011) Que estratégias político-culturais?. Baptista, M e Campos, J. (coords), Políticas Públicas para a Cultura: dinâmicas, tensões e paradoxos (pp. 75-88). Coimbra: Estudos Culturais e Grácio Editor.

Cerqueira, Eugênia Dória Viana (2014). A evolução das formas de gentrificação: estratégias comerciais locais e o contexto parisiense. Cad. Metrop., 16/32: 417-436.

Costa, Daniela Catarina Martins da (2015). A (Re) Ativação de um caminho Histórico: o caso do Caminho de Santiago em Braga. (Tese de Mestrado). Universidade Lusíada. Recuperado de: http://hdl.handle.net/11067/2950

Duarte, Ana Catarina Fernandes (2016). Caminhos de Santiago: o Caminho Português como fator de desenvolvimento turístico no concelho de Barcelos. (Tese de Mestrado). Universidade do Porto. Recuperado de: http://hdl.handle.net/10216/87059

Escola Superior de Enfermagem Cruz Vermelha Portuguesa – Alto Tâmega (2020). Relatório de atividades 2018/2019. Chaves.

Freitas, Deolinda Gonçalves de (2018): Impactos do Caminho de Santiago em Chaves: perspetiva cultural. (Tese de Mestrado). Universidade do Minho. Recuperado de http://hdl.handle.net/1822/59783

Fundação Francisco Manuel dos Santos – PORDATA (2009). Base de Dados Portugal Contemporâneo. Recuperado de: https://www.pordata.pt

Gomes, Leandro Eustáquio (2012). Olhares sobre o património: uma etnografia do Caminho de Santiago Português. (Tese de Mestrado). Universidade de Coimbra. Recuperado de: http://hdl.handle.net/10316/25954

Gonçalves, Diana Pinto (2013). Aspectos do bilinguismo no comércio da fronteira uruguaia-brasileira. PAPIA: Revista Brasileira de Estudos do Contato Linguístico, v. 23(2), 201-221. Recuperado de: http://revistas.fflch.usp.br/papia/article/view/2045/1915

Gonçalves, Francisco Joaquim Barbosa (2012). Plano de Interpretação dos Caminhos de Santiago no Centro Histórico de Barcelos. (Tese de Mestrado). Instituo Politécnico de Viana do Castelo. Recuperado de: http://hdl.handle.net/20.500.11960/1337

Gracia, J. (2005). El Camino de Santiago en el nuevo milenio. Fayuela: revista de estudios calceatenses, 1:57-66. doi: https://doi.org/10.1016/s0033-3182(68)71872-7

Granero Gallegos et al (2007). Estudio sobre las motivaciones para recorrer el Camino de Santiago. Apunts Educación Física y Deportes, 3.er trimestre 2007, 88-96. Recuperado de: https://core.ac.uk/download/pdf/39140899.pdf

INE – Instituto Nacional de Estatística (2012). Censos da população e da habitação 2011. Recuperado de: http://censos.ine.pt

Lima, Cristina Maria Fiúza da Rocha Pereira de (2011). Turismo cultural: à descoberta do Castro de S.to Estêvão da Facha: um percurso pedestre no Caminho Português de Santiago. (Tese de Mestrado). Universidade do Minho. Recuperado de: http://hdl.handle.net/1822/20347

Maia, José Augusto (2010). Caminhar e Chegar. Nota sobre peregrinações, turismo e desenvolvimento. Em Cordeiro Gonçalves, Eduardo (Ed.), Dinâmicas de rede no turismo cultural e religioso. II Jornadas Internacionais de Turismo Edições (pp. 385-399). Maia: Edições ISMAI. Recuperado de: http://hdl.handle.net/10400.24/129

Marques Pereira, Miguel Nuno (2014). Sistemas de Informação Geográfica e Realidade Aumentada em Turismo: Guia interativo do Caminho Português de Santiago em Barcelos. (Tese de Doutoramento). Universidade de Santiago. Recuperado de: http://hdl.handle.net/10347/11998

Martín-Duque, Clara (2017). Los impactos del turismo en el Camino de Santiago Francés: una aproximación cualitativa. Methaodos. Revista de Ciencias Sociales, 5 (1), 62-73. doi: http://dx.doi.org/10.17502/m.rcs.v5i1.155

Mendes, Ana Catarina (2009). Peregrinos a Santiago de Compostela. Uma etnografia do Caminho Português. (Tese de Mestrado). Universidade de Lisboa. Recuperado de: http://hdl.handle.net/10451/299

Montes, C. (2015). Al andar se hace turismo: nuevas ruralidades en torno al Camino de Santiago. Aposta. Revista de Ciencias Sociales, 65:131-150.

Nadais, Catarina Duarte Fontoura (2010). O Turismo e os territórios da espiritualidade. Os Caminhos de Santiago em Portugal. (Tese de Mestrado). Universidade de Coimbra. Recuperado de: http://hdl.handle.net/10316/15370

Pardellas, X. e Padín, Carmen (2014). El Camino de Santiago portugués en Galicia y las estratégias turísticas locales. Revista de analísis turístico, 17, 1º semestre 2014, 51-59. Recuperado de: https://aecit.org/jornal/index.php/AECIT/article/view/176/146

Pazos-Justo, Carlos (2017). Turismo, imagem e comunidade. Reflexões a partir do caso de Santiago de Compostela. Em Groba, Fernando e Dono, Pedro (Orgs), Galegos no Minho. 20 anos do Centro de Estudos Galegos (pp. 79-92). Braga: Centros de Estudos Galegos/Universidade do Minho. Recuperado de: http://hdl.handle.net/1822/49490

Pazos-Justo, Carlos, Araujo, Marisa R. e Samartim, Roberto (2019). Políticas culturais e comunidade local: contributos para a análise do caso de Santiago de Compostela como meta dos Caminhos de Santiago. Em Martins, M. L & Macedo, I. (Eds.), Livro de atas do III Congresso Internacional sobre Culturas: Interfaces da Lusofonia (pp. 175-189). Braga: CECS.

Pazos-Justo, Carlos, Araujo, Marisa R. e Samartim, Roberto (2018). Reinventio e unanimidade. Impacto das políticas culturais e turísticas na Comunidade local de Santiago de Compostela. SÉMATA, Ciencias Sociais e Humanidades, 2018, vol. 30: 233-256.

Pereiro, Xerardo (2017). Turiperegrinos portugueses no Caminho Português Interior de Santiago de Compostela. Revista Turismo & Desenvolvimento, 27/28, 413-423.

Pereiro, Xerardo e Fernades, Filipa (2018). Antropologia e Turismo: teorias, métodos e praxis. Tenerife: PASOS/RTPC.

Pimenta, José (2016). Abrigo Mínimo de Apoio aos Peregrinos no Caminho Português de Santiago de Compostela. (Tese de Mestrado). Instituto Politécnico do Cávado e do Ave. Recuperado de: http://hdl.handle.net/11110/1132

Pina, Marta Daniela Ferreira dos Santos (2013). Abrigos em percursos de peregrinação: abrigos mínimos em Chaves e Montalegre. (Tese de Mestrado). Universidade Lusíada. Recuperado de: http://hdl.handle.net/11067/3365

Precedo, A., Revilla y A. Mínguez, A. (2007). El turismo cultural como factor estratégico de desarrollo: el Camino de Santiago. Estudios Geográficos, 68 (262), 205-234.

Remoaldo, Paula e Cadima Ribeiro, José (2017). O legado de Guimarães capital europeia da cultura 2012: a leitura dos residentes e dos visitantes. Porto: Edições Afrontamento de Autores.

Santos, José Fernando Oliveira (2011). Os impactos do turismo religioso: O caso da Semana Santa em Braga. (Tese de Mestrado). Universidade Fernando Pessoa. Recuperado de: https://bdigital.ufp.pt/handle/10284/2237

Santos, Tânia Leitão dos (2015). A Caminho de Santiago: Arquitetura Popular em Projeto. (Tese de Mestrado). Universidade do Porto. Recuperado de: http://hdl.handle.net/10216/81597

Santos Solla, Xosé Manuel (2006). El camino de santiago: Turistas y peregrinos hacia Compostela. Cuadernos de Turismo, 18, 135-150. Recuperado de: http://www.redalyc.org/articulo.oa?id=39801805

Santos Solla, Xosé Manuel (2012). Los Turismos de Interior en Galicia. Balance y Perspectivas. POLÍGONOS. Revista de Geografía, 23, 213-234. Recuperado de: http://revpubli.unileon.es/ojs/index.php/poligonos/article/view/541

Serviços de Estrangeiros e Fronteiras (2017). Relatório de Imigração, Fronteiras e Asilo 2016 Recuperado de: http://sefstat.sef.pt

Silva, América Flávia Borges da e Pazos-Justo, Carlos (2018). O Caminho de Santiago como um recurso didático promotor da competência cultural nas aulas de E/LE. Em VVAA (Eds.), Investigación e Innovación en la Enseñanza de ELE. Avances y desafíos (pp. 25-37). Vilanova de Famalicão: Centro de Estudos Humanísticos/Fundación Ramón Areces.

Sousa, Bruno, Casais, Beatriz, Malheiro, Alexandra e Simões, Cláudia (2017). A experiência e o marketing turístico em contextos religiosos e de peregrinação: o caso ilustrativo dos Caminhos de Santiago. Revista Turismo & Desenvolvimento, 27/28, 789-800. Recuperado de: http://hdl.handle.net/1822/54113

Suaréz, Maria José Andrade, Landeira, Grial Leira eValo, Rosa Camarés (2010). El Tursimo como Factor Estratégico de Desarrollo Tural: el Camino de Santiago Francés. ROTUR, Revista de Ocio y Turismo, 3, 49-82. Recuperado de: https://dialnet.unirioja.es/servlet/articulo?codigo=3610323

Torres Feijó, Elias J. (2011). Discursos contemporâneos e práticas culturais dominantes sobre Santiago e o Caminho: a invisibilidade da cultura como hipótese. Em Lourenço e O. Silvestre, M. (Coords.), Literatura, espaço, cartografias (pp. 391-448). Coimbra: Centro de Literatura portuguesa.