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Raquel Bello Vazquez
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Brasil
https://orcid.org/0000-0002-1054-8198
Vol. 26 (2025), Artículos, Páginas 27-42

DOI:

https://doi.org/10.17979/rgf.2025.26.12136
Recibido: 2025-05-25 Publicado: 2025-12-31
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Resumen

A análise em termos políticos do reinado de D. Maria I, concluído de forma forçada pela declaração de insanidade da monarca, é ainda muito deficiente: aos problemas gerais de estudo do século XVIII em Portugal soma-se a confusão entre a reconstrução historiográfica e a intervenção ideológica, assim como o filtro de uma tradição historiográfica misógina que atribui à rainha caraterísticas vistas como femininas (a piedade religiosa, a histeria ou fraqueza emocional, a falta de pulso político) e, por consequência, inadequadas para o exercício do poder. Este artigo apresenta chaves interpretativas na interseção entre Literatura e História, e analisa os elementos políticos do texto laudatório publicado na data da entronização da rainha por António Pedro Vergollino. O texto, embora acessível é pouco citado, e espera-se que este artigo contribua para a sua visibilização e para a apontar a relevância dos textos literários para a construção de um panorama historiográfico mais rico e complexo.

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