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Maria do Céu Caetano
a:1:{s:5:"gl_ES";s:136:"Faculdade de Ciências Sociais e Humanas, da Universidade Nova de Lisboa / Centro de Linguística da Universidade Nova de Lisboa (CLUNL)";}
Portugal
https://orcid.org/0000-0002-2237-9184
Vol. 26 (2025), Artículos, Páginas 43-58

DOI:

https://doi.org/10.17979/rgf.2025.26.12204
Recibido: 2025-05-30 Publicado: 2025-12-31
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Resumen

Os nomes de ‘naturalidade’ apresentam em português uma profusão de sufixos (cf., por exemplo, -ano, -eiro, -ejo, -ense, -ino, em alcochetano, cartaxeiro alcoutenejo, alcobacense, abrantino, de Alcochete, Cartaxo, Alcoutim, Alcobaça e Abrantes), distribuição que, aparentemente, não é previsível, havendo a acrescentar a existência de variantes como alcacerense / salaciano (Alcácer do Sal), ou paivense / paivoto (Castelo de Paiva). O corpus que serve de base à análise é constituído pelas designações dos naturais de todos os concelhos portugueses (278 no continente, 11 na Madeira e 19 nos Açores). No seguimento de Plag (1999), procura-se determinar a rivalidade sufixal nas formações acima exemplificadas, assumindo de antemão que a competição entre processos morfológicos e a existência de alomorfes não é algo de incomum (cf. Bauer 2001: 71). Pretende-se, assim, contribuir para a descrição e uma maior sistematização dos processos de formação de nomes complexos que expressam a ‘naturalidade’.

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Referencias

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